Jerico Jericó
Sobre deterioração, presunção e a ilusão do errante.

está esmaecendo / ao redor / do meu olho vai / descolando / descolando a realidade / em volta / como um ovo a realidade / em volta / estourando a gema do ovo / se espalha / ao redor
(Laura Redfern Navarro, no lynchiano Um sonho lúcido)
A precipitação é ponto central na epistemologia de Descartes, o René, uma das duas principais causas do erro humano, ao lado da prevenção (preconceito). Trata-se da tendência de emitir juízos antes de verificar se as ideias são verdadeiras (ou fazem o menor sentido em cadeia). É o ato de aceitar algo como verdadeiro por impulso, sem a devida análise e evidência. Uma “atitude infantil”, segundo Descartes, herdada da infância, quando formamos opiniões sem o pleno uso da razão. Erro sistemático. Não advem da natureza humana, mas do mau uso de nossas faculdades. A vontade, livre e ilimitada, pode se estender pr’além do entendimento, limitado. Quando julgamos sobre algo que não compreendemos clara e distintamente, cometemos erro. Se compreendemos e mesmo assim recaimos em erro... bem. Falta de laço. Como se evadir da precipitação? Descartes propôs a Dúvida Metódica: pôr em xeque tudo o que não for evidente. Só aceitar o que for claro e distinto. Dividir as dificuldades em partes menores e reuni-las em ordem, do simples ao complexo. Rever todo o processo para não omitir nada. Lentidão, cautela, evidência racional. Com a humilde finalidade de prevenir a erosão epistemológica e a fragmentação da realidade, alimentadas por um ecossistema que privilegia o engajamento (vulgo Ibope) em demérito da veracidade. Sabemos bem, ou deveríamos estar carecas de saber: a desinformação quase sempre se reverte, graças à rede de livre informação, a favor do alvo inicial. Já aceitei, porém, estar vivendo em uma dimensão paralela.
Contudo: me pediram um pouquinho mais de sobriedade e fino trato. Pois bem. Peço licença para sair da personagem. Ao fim do texto, assino: eu. E eu já deveria saber que: pau que nasce bozo nunca se endireita. Me faltou preconceito. Infelizmente, nem tucano que no pau defeca se esquerdiza. A faca e o queijo na mão. A faca e o queijo. Bastaria a pergunta certa à resposta, 42. Aqui, a pergunta sequer seria pergunta propriamente senão afirmação com todos os garfos: goiabada. Cristalizada. Torrão de açúcar. Pedófilos e traficantes. A menos que comprometa a todos.
Primeiro, o óbvio, a mais simples de todas as dúvidas: onde está a suposta cláusula de confidencialidade? Cadê o contrato? Para o bem ou para o mal, liquidaria a questão. Segundo: a complexidade por trás das datas. O tuíte do “beócio” (pai ou filho, Zero Dois) sobre as festas de “Daniel” é de julho de 2021: “Vamos supor uma autoridade filmada numa cena com menores (ou com pessoas do mesmo sexo ou com traficantes) e esse alguém (‘Daniel’) passe a fazer chantagem ameaçando divulgar esse vídeo.” Convenhamos, teve estilo (ao bom entendedor, [sempre] basta). 2021. Em julho de 2024, o mesmo Bolsonaro (Zero Zero, ou Menos Zero Um) tuitou reportagem sobre gerentes da Caixa Asset que tinham barrado um negócio de R$500 milhões com o Master e, como consequência, perdido o emprego. Na ocasião, em conversa com a então namorada, Martha Graeff, Vorcaro não economizou (nunca, jamais) nos elogios: “Idiota. Alguém falou que era coisa do PT e ele postou.” Oito meses antes, tinha saído o contrato para a produção de Dark Horse, datado de novembro de 2023, com a assinatura digital de Zero Três como produtor-executivo formalizada em 30 de janeiro de 2024. Entre os dois tuítes do pai, portanto. Sabemos que o aporte total seria de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época). Sabemos também que, desse valor, R$ 61 milhões (US$ 10,6 milhões) foram de fato pagos entre fevereiro e maio de 2025. O que ainda não sabemos é: o chantageador foi de alguma forma chantageado? Ou o corno da história, para variar, foi Jair? Uma possibilidade não excluindo a outra, claro. Há, no entanto, a terceira: “teoria da conspiração do velho, suposições, nem levei a sério” – o que excluiria, com muita, muitíssima boa vontade, 2021 da jogada. Restaria, assim, saber: quando foi assinado o contrato com Vorcaro? Ao que retornaríamos à primeira dúvida: cadê? A terceira e mais importante dúvida, todavia, é: o pai tinha conhecimento do patrocínio?
Se contrato firmado antes de julho de 2024, jauera. Se houver cláusula de confidencialidade de fato: jauera. Se não conseguirem provar que Zero Zero sabia... jauera. Se depois de julho de 2024: extorção? O foco, portanto, não seria o financiamento em si (não criminalizemos o mecenato). Mas as circunstâncias que levaram o mecenas a entrar na corrida. Não a contrapartida, até o momento apenas um filme ruim com caracterização tosca (e tudo começa pela caracterização), se apenas um filme de fato for, mas justo o calcanhar desse potro chamado Aquiles: “Deus, pátria e família”. Pedófilos e traficantes inclusos? A questão moral aqui vai muito além de um senador visitando alguém com tornozeleira eletrônica em prisão domiciliar – o que Zero Um já costuma fazer toda semana. Ou o traído foi o próprio pai ignorante (e aqui residiria o pulo do gato, o salto do corcel, o filho levado pelos genitores perante os anciãos para ser morto por apedrejamento, para ficarmos com Deuteronômio 21:18-21 – obrigado, Llama) ou a divina trindade do slogan foi traída por todos, fim do bolsonarismo e coisa pior pela frente (a exemplo do que provavelmente virá na era pós-Trump com a dissidência MAGA em luto pela traição quanto a Epstein e Israel).
O principal conselho que sempre dei e repisei nas campanhas eleitorais em que colaborei, ou colaborava (chegou a me valer um convite [o qual no ato aceitei] para que eu me desligasse da equipe), e sigo dando é: jamais deem razão ao adversário. Por mais tentador que seja: nunca, jamais. Conselho que tento levar para a própria vida (nem sempre com êxito, pois: vida). Dito o quê: parem. Tem me preocupado em demasia o desespero. Censurar o filme pois “ano eleitoral”? Nem que o filme fosse sobre o candidato, Zero Um. A cinebiografia do oponente, dirigida por Bruno Barreto, nunca demais lembrar, foi lançada em 2010. “Ah, mas quem tava concorrendo era a Dilma.” Exato. Obrigado por reforçar meu ponto. Reitero, de todo modo: nem que fosse. Basta o de 2022. Basta. Chega. Nem mais razão há no estoque para ficar distribuindo por aí assim de graça.
Moraes, Toffoli, Lewandowski, Mantega, Wagner, Costa. Todos (quanto mais juntos) valem mais que um Ciro Nogueira, sim. Nenhum, porém, evidente, mais que um Flávio. Nem Lulinha. Se ambos filhos, só um concorre à presidência. Apenas dois nomes podem colocar tudo a perder a essa altura: os respectivos pais. E enquanto Jair ainda guarda o “benefício” da dúvida (nesse caso) e, portanto, a sobrevivência ou sobrevida do legado, o mesmo não pode ser dito sobre o que já se sabe e o que está por vir sobre painho. Reuniões nem tão secretas com o futuro presidente do Banco Central e ministros. Conselhos-promessas ao balcão. Horário eleitoral gratuito no horizonte. Delação do ex-presidente do BRB na agulha. Meus apartamentos, minha vida. Pobre de um povo obrigado a escolher seu líder (e não caiam em erro por pura prevenção acerca de meus ideais).
Sim, muitas bombas ainda por vir. Cá e lá. Não se limitarão a conversinhas e videozinhos. A Fórum prometeu ligação com o Comando Vermelho via Refit. A ver. Mas já trabalhei em eleições o suficiente para ver bombas voando para todo lado e nada mudar (e que venha Deolane, não bastasse Choquei). Trump só foi Rocky Balboa porque nem areia tinha mais no saco de Biden. Sabem o que me preocupa mais? Conseguir explicar como Zero Um caiu 6% na pesquisa Atlas e Zema... 8%. Porque não faz o menor sentido. E a dúvida, sobretudo em uma eleição, esse carrapato atrás da orelha, pesa mais que qualquer certeza. Pode ser o grão de areia que faz todo o castelinho ruir por melhor que seja a narrativa. Pode ser a porta de saída que se abre no meio do deserto. Partindo de mais uma “instituição”, então, e que já foi totalmente desacreditada em 2022, e que ainda por cima teve a brilhante ideia de inovar com áudio... baldinho cheio. Em 2012, era fácil. Só dar um lanche com Coca para o tiozinho, cinquenta contos, fazer uma quali de hora e meia sobre o programa eleitoral da noite, em tempo real, e pronto. Ajustava-se a campanha de acordo. Hoje? O programa eleitoral dura 24/7 e ninguém mais precisa se escorar na opinião objetiva do Bonner logo em seguida para “formar” a própria. O Bonner, aliás, e tudo o que representa, no fim, é a sementinha-mãe de todas as dúvidas. Se até William Waack tirou onda ao vivo com a cara de Andrei Roman sem medo de ser demitido, imagina o Ubbe do Uber. Eleições após eleições, ano após ano, e não aprendem. Ninguém aprende. Todos ainda em fusquinhas imaginários caindo aos pedaços por transversais esburacadas.
Ao lado de precipitação e prevenção, portanto, que me perdoe Descartes, arriscaria com máxima audácia acrescentar uma terceira causa: o erro por esquecimento (deterioração ou degradação). Zero Um não se encaixa em nenhuma das três, muito embora degradado de berço, mais afeito a uma quarta possibilidade: presunção. Típica do malandro carioca “levei vantagem” que, longe de ser gênio, ainda se acha mais esperto que os outros. “Cavalo dado, não se olha os dentes”, diz com ares de solenidade. Até aparecer um inteligente de verdade que torne o erro inevitável. Um genuíno Dark Ass (jumento, minha tia, jumento), eterno azarão. Jerico Jericó (minha homenagem a uma das cidades mais antigas do mundo, onde Jesus teria curado o cego Bartimeu e encontrado Zaqueu, o cobrador de impostos - deixo no ar). Jerico quis voar. Tudo conforme o previsto. O erro não foi meu. Se a memória é curta, relembro, ou, antes, relembra a Carta Capital do áudio-mor, áudio dos áudios, pai de todos:
JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva para ele depor no caso da Lava jato]
Mal sabias, Machadão, mal sabias. Não obstante tardio: agradeço a pecha de “não sei o quê”. Bem me define, verdade. Mas que vi tanques nas ruas, isso eu vi. Escopetas idem, de perto, estrábico. Aparato que nem em março de 64 se viu: “...canhões sônicos, blindados israelenses, trajes Robocop, veículos com canhões de água, além do uso contínuo e indiscriminado de balas de borracha, bombas de efeito moral, cassetetes e spray de pimenta,” relatou Felipe Betim. Aos incautos, PM é sigla para Polícia Militar. Comandada pelo Governador do Estado (e seu Secretário de Segurança). Não estou dizendo (muito pelo contrário) que 64 tenha sido menos pior. Só era 1964. Em 964, havia lanças, flechas e machados, cabeças decepadas à mesa do jantar. Em 2064, vai saber (seu Roomba dá pistas). Aqui, como o cineasta Filipe Rafaeli tuitou dia desses, importa é: “Imagina você, em 1964, falando que o Brasil sofreu um golpe de estado. Vem um milico e diz: ‘desinformação’.” Só perguntar para qualquer um que esteja em Brasília (e em muitas redações e canais do YT por aí) sobre 2016. Todos armados até os dentes, na ponta da língua. Talvez seja a hora mais que propícia de recontar essa história mui bem contadinha, de relembrarmos tudo com os devidos pingos nos i’s e nos j’s, tremas no pacote. De nos livrarmos dessa deterioração que nos nivela por baixo e, sem medo de errar outra vez, sempre, reconhecermos todos o inimigo em comum. Qual seja.
Então, por favor, de uma vez por todas, para simplificar, esqueçam a ideia de que 2016 foi um golpe contra Dilma Rousseff (mas foi), quanto menos um golpe da extrema-direita contra a esquerda. Da ode a Ustra aos conchavos anti-lavajatistas, Moro e Dallagnol inclusos na lambança, foi um golpe de todos que ainda estão aí, lá. Contra um povo sempre iludido que, de lambuja, fez acontecer. De lado a lado. Enquanto Zero Zero permanecer de pé, abre caminho para qualquer um. Inclusive, e em especial, rumo ao Senado. Já pensaram, que lindo? Um Congresso bolsonarista e Alckmin presidente? Sonho de infância. Mais uns três ou quatro Xandões tirados do papel.
Meu erro é seguir tendo esperança. Quinta causa: ilusão. Não esperança em políticos, claro. Nem na humanidade, que humanidade é coisa demais. Esperança em quem me lê, mesmo. Pode não parecer às vezes, mas o que busco é (re)conciliação. Blame it on Hermes. Eu, geminiano. Daí me repetir em loop e minha aposta continuar sendo, desde 2024, em: Alckmin, o Pangaré. Sim. O único, hoje, capaz de reunificar, ainda que cada qual em seu quadrado, à la 84, esquerda e direita (ambos com e sem as devidas aspas). Pausa dramática seguida do bordão: contra ele. O país (aka mundo) precisa de um antagonista universal. Que desagrade gregos, troianos e brasilienses. Alguém que escancare o backdoor palantiriano em nossa Vila Rica pr’além da timidez de Camilo Santana – mas, principalmente, da atual não-oposição. Que seja, portanto, o último texto sobre eleições (política doméstica de modo geral que não envolva novas tecnologias e afins [a exemplo da censura via ANPD, nosso Ministério da Verdade – o Nostr agradece e recepciona o irremediável -, Gilmar aprova], o que inclui [prometo] 2016). Sobre o resultado, podem me cobrar em 2027. Garanto: não estarei errado mais que qualquer um. Nem menos. Só e ainda em dúvida.
Desde que quanto a nada evidente.
Próximos passos de um coxo em campo minado
Acreditem: eu queria estar escrevendo sobre data centers, sobre a revolta popular de Utah contra data centers (enquanto uns estão doidos para soberanizar dados alheios e até já oferecem algumas migalhas por tanto), sobre o receio de Larry Fink de ter seus data centers bombardeados por drones caseiros, sobre qualquer coisa, menos sobre eleições. E escreverei. Pois, como disse numa conversa recente com Paulo Scott, a qual obviamente não salvei senão trechos na memória: anarquista ou não, o sujeito deve reconhecer que não há mais a entidade Estado separada da entidade Máquina. Neoliberal ou comunista, China ou EUA, Palantir ou Geedge, o que há é o Estado-Máquina. Não a mera Máquina Burocrática de Weber, não. O Estado-Máquina totalitarista de controle, desinformação, vigilância e punição. E há quem ainda se pergunte por que vêm os pós-luditas.
Justo o que vou tentar explicar nos três próximos (e últimos) textos que aqui pretendo publicar até o fim do ano e a migração para outro servidor, fim do projeto, da missão. A tal trilogia, lenda urbana. A ideia é simples: contrapor duas das três cabeças por trás da CCRU – Cybernetic Culture Research Unit (Universidade de Warwick, 1995), Mark Fisher e Nick Land (+Sadie Plant), os caminhos opostos tomados por cada qual após a cisão, de modo a chegar à única conclusão possível: só uma reforma agrária ampla, geral e irrestrita seria capaz de botar ordem no coreto (desde que distribuído [erroneamente dito descentralizado], autossuficiente e cooperativista em suas soberanias individual e popular, com segurança e privacidade). Êxodo urbano como reparação histórica pelas falsas promessas que levaram o povo ao trajeto inverso há quase e mais de século a depender de onde o pólo industrial se encontrava. E há quem ainda acredite na quarta “revolução”.
O primeiro artigo, onde abordarei as ideias a meio-mastro de Fisher, já tem título: “A jangada e o pescador”. Quem leu Direito constitucional antirracista, de Scott (que há dois meses estreou, na Cult, a coluna quinzenal Direito e Linguagem, diga-se), pescou a referência. Quem ainda não leu: leia. Resposta lírica e certeira ao aceleracionismo (tanto de direita quanto de esquerda). O segundo, que pode acabar tomando o lugar do outro na fila, sobre Land, até o momento foi carinhosamente batizado “PsyOp: Ancrap”. Pois só com muito humor. Acidez à altura e que sobra em Meu passado nazista, do conterrâneo de pé rachado André de Leones, romance com o qual se dará o diálogo. Curiosidade: “PsyOp: Ancrap” é também o título de um dos arquivos de meu novo livro de poesia. Já chego lá. O terceiro, por sua vez, bem capaz de se chamar “ex0driza”. Ou “SavanaSec Hubs”. Ou “UnderGrown”. Em suma: fugere urbem. Para não dizerem que só aponto problemas sem propor soluções. Prometo que saem antes dos dezoito meses (embora: sete até o fim do ano) previstos pelo AI CEO da Microsoft, Mustafa Suleyman, outrora cofundador da DeepMind, até que a inteligência artificial automatize “all white-collar work”. No fim, os três (e todo o resto), uma síntese (ou desenvolvimento) de máscaras já não pulam carnaval, o tal livro de poesia, muito em breve pelo selo Cachalote, da Editora Aboio (um abraço a Leopoldo Cavalcante). Claro que hei de fazer meu próprio jabá. O quarto texto da trilogia, portanto, como, já sabemos, toda trilogia que se preze deve ter. Até a próxima temporada.
PS: EUA, Espanha, Argentina, Polônia. E Itália. Estão ouvindo? É o pós chegando.


